Criatividade

A vida é feita de ciclos. E eis que me surge um novo ciclo.

Ao participar de um curso de criatividade, tive uma sensação que só consigo descrever com um pensamento de Manoel de Barros quando fala de seu encontro com a poesia: “para isso eu sirvo” [1].

Acho que é essa a coisa toda da criatividade. Se encontrar com algo à que se queira servir. E quando isso acontece, parece que o mundo se transforma e o universo conspira.

De lá para cá, venho estudando sobre o ser humano e o despertar criativo.

Filosofia, psicologia, ciência, arte, tecnologia e espiritualidade têm se mostrado grandes fontes de inspiração e de matéria prima sobre o tema.

Qualquer tema humano se observado apenas por um ângulo será empobrecido.

É necessário vestir diversas lentes e buscar novos ângulos para se conhecer mais sobre eles.

Uma outra coisa é a necessidade da experiência.

De nada vale ter na cabeça um conteúdo vasto sobre um assunto e não trazê-lo para a prática, não experimentá-lo.

O que venho pesquisando sobre criatividade tem a ver com isso. Como despertar e desenvolver a criatividade nas pessoas à partir de experiência e vivências? Como fazê-las enxergar seu próprio potencial criativo?

Nem todas as respostas estão dadas. Mas a busca pela compreensão de como estimular que cada um encontre onde reside seu potencial criativo e incentivar às pessoas que tragam ideias à vida, é gratificante!

No momento, curso uma pós-graduação em Processos Criativos com Abordagem Junguiana no Instituto Junguiano da Bahia (IJBA).

Em breve retornarei dessa jornada e espero poder compartilhar o que venho aprendendo.


Referências
   [1] Visto no documentário Só Dez por Cento é Mentira.